O mestre da caatinga

Por: Por Viviane Taguchi, de Jeremoabo (BA)

No sertão da Bahia, o pecuarista Joãozito Andrade formou o plantel nelore mais puro do Brasil, salvou os caprinos canindé da extinção e inventou o gado violeira e os ovinos trindade.

Joãozito Andrade: “Os animais têm horário para tudo. Eu apenas respeitei suas necessidades”

Eram 5 horas da manhã e o pecuarista João Batista Andrade, 90 anos, já estava de pé. Parado na porta da sede da Fazenda Várzea dos Gatos, em Jeremoabo, cidade distante 452 quilômetros de Salvador, Joãozito Andrade, como é conhecido no agronegócio mundo afora, chamava por Maria, a funcionária que o acompanha o dia todo há 18 anos. Pediu seu chapéu, pois não queria aparecer em nenhuma fotografia de DINHEIRO RURAL sem o acessório. Ajeitou os óculos de sol, alisou a camisa, escolheu uma bengala de madeira para lhe ajudar nos passos, hoje dificultados pela idade avançada, e perguntou se estava bonito. Convidou a equipe de reportagem para o café da manhã e logo após para degustar salada de tomate, inhame e um café preto, bem forte como ele gosta e apressou- se em ir até o local escolhido como cenário para a sessão de fotografias. Nas pedreiras, paisagem típica das fazendas do semiárido, Joãozito posou com a naturalidade de quem está acostumado com os flashes e com a simplicidade do sertanejo que é. Suas origens têm tudo a ver com o negócio que construiu na pecuária. Foi lá, em meio à natureza rude da caatinga, que ele formou o plantel de gado nelore Puro de Origem Importado (POI) mais puro do mundo, que reúne semelhanças idênticas ao primitivo gado ongole da Índia. E isso se deu de forma natural: gado criado no pasto, monta natural e sem suplementação mineral. “Eu não fiz nada, só respeitei a necessidade dos animais na natureza, que lhes ofereceu o necessário para sobreviver na caatinga”, diz Joãozito, que tornou-se nelorista em 1942.

 

 

 

Nas rudes condições da caatinga, o pecuarista Joãozito Andrade formou o mais puro REBANHO Nelore do planeta e evitou o desaparecimento dos caprinos canindé

 

 

 

 

Mas sua trajetória como pecuarista vai além do gado. Joãozito evitou a extinção da raça caprina canindé. “Encontrei uma cabra na porta do matadouro e a comprei, depois saí em busca de um macho para cruzá-la.”, lembra. Hoje, ele é dono do maior rebanho canindé de que se tem notícia, e em suas terras, os laboratórios naturais, criou a raça de ovinos trindade (carneiros brancos e castanhos, deslanados, que mesclam as raças texel e morada nova) e o gado leiteiro violeira, um cruzamento de holandês vermelho, nelore e raças nativas do sertão. “Se a saúde permitir, ainda tenho planos”, diz ele. Não são poucos: entre eles estão a aquisição do gado flamengo para melhorar a raça violeira, que dá uma média de dez litros de leite por dia, escrever um segundo livro de memórias (em dezembro passado, ele lançou sua autobiografia em parceria com a historiadora Erenilda Amaral) e tomar aulas de informática. “Já mandei projetar os móveis para o computador”, diz.

 

Amigos e bons negócios

A clientela vip de Joãozito Andrade inclui os principais empresários e pecuaristas do País

jonas barcellos:

“Ele não queria vender as vacas que me interessavam”

felipe picciani:

“Ter um nelore trindade é ter um troféu no pasto”

pedro novis:

“Ele mantém um gado excepcional sob qualquer análise”

 

 

A vocação de Joãozito para a pecuária é nata. Com um ano de idade, ganhou de presente uma vaca curraleira, proveniente do plantel de Garcia D’Ávila, o conde que povoou o nordeste brasileiro com gado. Aos 22, fez o seu primeiro negócio: trocou a curraleira por seis vacas velhas e um garrote que o pai comprara de criadores de nelore do Recôncavo. Com o dinheiro que sobrou, adquiriu dois hectares de terras – origem da Fazenda Trindade. Em Minas Gerais, conheceu o lendário pecuarista Torres Homem Rodrigues da Cunha, que lhe cedeu algumas novilhas e, assim, foi aumentando o rebanho. “Foi uma dureza danada”, conta o pecuarista, que, ao relembrar fatos antigos, verte lágrimas de emoção. Hoje, seu patrimônio inclui três propriedades: a Fazenda Trindade, de 410 hectares em Cícero Dantas; o Trindade Rancho, de 94 hectares em Feira de Santana; e a Várzea dos Gatos, de 3.500 hectares, em Jeremoabo, local que ele chama de Terra Sonhada. Nessas propriedades espalha-se o seu rebanho: o plantel nelore POI soma 1,2 mil cabeças; o rebanho canindé, 600 animais; além de 130 ovinos trindade e 270 exemplares de violeira.

“Não me considero dono de nada, sou um administrador”, afirma. O fazendeiro, que quando jovem chegou a fugir do cangaceiro Lampião, temendo que este lhe roubasse suas vacas, credita a pureza do seu rebanho ao manejo simples que adotou. “Os animais têm hora para acordar, dormir, comer, ruminar”, diz. “Eu os respeitei e eles preservaram suas qualidades nativas.”

Seu rebanho nelore segue as linhagens de Akasamu e Padhu, touros importados da Índia em 1967 e que fecharam seu plantel de cruzas consanguíneas perfeitas. “Fiz um trabalho de consanguinidade, tendo como base animais selvagens, que se mantêm em estado de pureza sem sinais de degenerescência”, diz Joãozito. O trabalho de observação, segundo ele, o levou a acompanhar de perto os partos de todas as suas vacas por pelo menos 20 anos. “Eu vi todos porque precisava saber se haveria anomalias, anotar as qualidades do bezerro e ajudar caso fosse preciso”, explica. Para facilitar, ele mandou construir o curral bem próximo à janela de seu quarto. “O critério é simples: os animais que sobrevivem à seca da caatinga, sem suplementação alimentar, foram adaptados. Os que não sobreviveram foram eliminados do plantel.” A pureza deste rebanho é tão rara que, em 1994, o presidente da Associação Ongole da Índia, Narendra Mallapuddi, pediu para conhecer o nelore trindade, em busca de exemplares que pudessem recompor o plantel indiano. “Eu não acreditei quando recebi a carta dele”, emociona- se Joãozito, que também já visitou a Índia para conhecer os ongoles.

Este manejo simples deu ao nelore trindade e ao canindé uma qualidade difícil de se obter, a docilidade. Na Várzea dos Gatos, os rebanhos atendem pelo nome. Joãozito chama e o boi vem, faceiro entre os pés de xiquexiques que se espalham pelo pasto, até chegar a ele, pedindo carinho. Ou pode ser uma cabritinha, que chega serelepe aos seus pés. “São meus animais de estimação”, responde.

 

Ameaça do sertão

Foi em Jeremoabo, cidade onde fica a fazenda Várzea dos Gatos, que nasceu Maria Bonita, a mulher que conquistou o coração de Virgulino Ferreira, o Lampião. Não foi por acaso que o cangaceiro acampou por vários meses nos arredores da pequena cidade. Sua presença foi uma ameaça para Joãozito e sua família. “Meu pai soube que Lampião estava por estas bandas e de olho no nosso gado. Então, fugimos, temendo o pior”, lembra Joãozito, que nessa época tinha apenas uma vaca curraleira. “Deixamos tudo para trás.” Ele não gosta nem de lembrar das atrocidades cometidas pelos cangaceiros na caatinga. “Todos os fazendeiros do sertão que não eram cúmplices dele sofreram muito por aqui”, diz ele.

A Fazenda Várzea dos Gatos, antes de ser comprada por Joãozito, foi um dos alvos do bando de Lampião. “Ele tocou fogo em tudo aqui porque Carvalho Sá, o antigo dono e meu primo, não cedeu às suas chantagens de lhe dar dinheiro e gado”, conta.

 

 

O advogado Pedro Novis, expresidente do grupo Odebrecht e proprietário da Fazenda Guadalupe, em Araçatuba (SP), conta que certa vez perguntou a Joãozito como seria um nelore ideal. “Ele me olhou com aquela candura cheia de malícia de que só ele é capaz e disse que havia uma vaca, comprada por seu pai, que, de tão mansa, dormia na varanda da casa dele”, diz Novis. “O animal ideal, para ele, era aquela vaca.” Folclore à parte, Novis acha que a contribuição de Joãozito para a pecuária vai muito além. “O trabalho que ele desenvolveu ultrapassou esse modelo, e isso só não é reconhecido porque sua humildade e modéstia não deixam”, afirma. Novis é um dos principais neloristas do País e proprietário da vaca Maharash II, de R$ 3,4 milhões. “Me encantei pelos animais dele quando os vi pela primeira vez”, diz. “São animais excepcionais sob qualquer análise.”

 

Sem herdeiros legítimos, o legado de Joãozito deverá ser comandado pelo “neto” adotivo otacílio júnior, filho do vaqueiro Dodô. Maria (à esq.) cuida dos detalhes da casa e Erenilda Amaral é a coautora do livro lançado em dezembro do ano passado

 

Com as cabras canindé, a história se repetiu. Após comprar a cabritinha que nomeou de Boa Sorte, e poupá-la do abate, Joãozito pesquisou a raça e tentou encontrar um macho. Andou muito. Percorreu o sertão, foi aos lugares onde sabia que existiam muitos caprinocultores, além de viajar para França, Espanha, Portugal. Em vão. Até que recebeu a informação que no município baiano de Uauá havia um animal parecido. “E era mesmo. Comprei, cruzei os dois e nasceu o Chefão, bode que salvou o canindé da extinção”, conta Joãozito. Nessa hora, ele levanta os olhos para o céu como se agradecesse a Deus por lhe ter dado a chance de salvação destes animais. “Me orgulho de saber que todo canindé que tem por aí saiu daqui”, diz. A intuição de Joãozito com as cabras tomou outros rumos, desta vez no ramo científico. Os animais foram inseridos em pesquisas da Universidade Estadual do Ceará (UECE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Academia de Ciências da Rússia. “Eles estavam procurando uma cabra que conseguisse produzir no leite uma proteína necessária para fazer medicamentos para pessoas que têm o vírus HIV e estão com o organismo debilitado. Encontraram essa capacidade nas canindé”, diz Erenilda Amaral, coautora do livro “A trajetória de vida e devoção de um sertanejo”. “A pesquisa agregou valor ao produto nativo e colocou o Brasil em um seleto grupo de países que dominam esta técnica em caprinos.” Para essa pesquisa, Joãozito doou 200 animais. A dedicação à raça, que se reproduz com facilidade na caatinga, tem sido recompensadora: um reprodutor pode custar até R$ 2 mil.

 

 

O rebanho trindade

Joãozito Andrade transformou suas terras em laboratórios naturais, onde conquistou a pureza do nelore e criou outras raças:

1,2 mil cabeças

Animais Puro de Origem Importado (POI), das linhagens de Akasamu e Padhu

Compõem o rebanho considerado o mais puro do mundo

O nelore trindade tem aptidão para corte e leite, mas os animais são considerados de elite

Pode custar entre R$ 100 mil e R$ 500 mil

270 cabeças

Animais resultantes do cruzamento de nelore, holandês vermelho e raças nativas do sertão

Produzem em média dez litros de leite por dia

São animais com grande aptidão leiteira e ainda serão “aperfeiçoados” com o gado flamengo

Por ser uma raça “inventada” por Joãozito, ainda não é comercializada

600 cabeças

Os canindés foram salvos da extinção através do bode Chefão, resultado do trabalho de Joãozito Andrade.

Cientistas detectaram no leite das cabras canindé algumas proteínas benéficas ao tratamento humano de portadores de HIV

Os canindé são caprinos com aptidão para corte. Um reprodutor canindé chega a valer R$ 2 mil

130 cabeças

A raça foi desenvolvida por Joãozito

através do cruzamento de texel e morada nova

São carneiros deslanados, com pelagem

castanha ou branca

Os ovinos trindade têm aptidão para corte,

e sua genética pode ser aperfeiçoada.

Ainda não estão sendo comercializados

 

Falar de dinheiro e lucros com Joãozito é impossível. “Ele faz doações constantes de canindé para pesquisas, já doou até bezerros para os amigos”, diz Otacílio Conceição Júnior, um jovem de 23 anos que cresceu sob os cuidados de Joãozito. Hoje, Otacílio é o braço-direito do pecuarista (a quem ele chama de Tio Zito) nos negócios e está, aos poucos, assumindo a administração das fazendas. Mas Joãozito acompanha cada detalhe e não para de pensar um minuto. “Otacílio é meio afobado como todo jovem, mas assim como seu pai, Dodô, aprende tudo e tem amor ao trabalho”, diz Joãozito.

é o vaqueiro fiel que ajudou Joãozito a formar a Várzea dos Gatos, há 40 anos. Pela dedicação, o pecuarista lhe deu de presente uma fazenda e alguns animais para que tocasse o próprio negócio. “Dodô chegou aqui com 19 anos e aprendeu tudo. Foi meu fiel companheiro de lutas”, conta o sertanejo, que não teve filhos legítimos e nunca se casou. Joãozito disse à DINHEIRO RURAL que ainda está pensando a quem entregará a continuidade de seu legado, mas desconversa. “Minha missão, eu sei que cumpri em prol da pecuária nacional, isso é o que me importa.”

Joãozito também não gosta de vender animais, nem os nelores nem os canindé (as violeira e os trindade ele não comercializa porque ainda está aprimorando a raça). Franze a testa e fica até de mauhumor quando o assunto é esse. “Eu vendo só porque tenho que pagar as contas”, afirma. Ao contrário da maioria, ele não vê a criação como fonte de enriquecimento, apesar do considerável patrimônio que a pecuária lhe deu. “Eu sou o pecuarista menos premiado do mundo porque não coloco meu gado em exposição”, diz. “Se eu fizesse isso, teria que dar suplementação para o animal.” Ele também não gosta de participar de leilões. Quem quiser comprar seus animais tem que ir até a fazenda. O empresário Jonas Barcellos, fundador da Brasif, a empresa que controla os free shops nos aeroportos brasileiros, é testemunha disso. Quando Barcellos, dono da Fazenda Mata Velha, de Uberaba (MG) tornou- se pecuarista, procurou Joãozito no sertão, sabendo da qualidade de seu rebanho. “Tivemos uma conversa dificílima, pois ele não queria vender as vacas de cabeceira e eram estas que eu queria. Então, eu disse a ele que eu iria separar dez vacas e ele tirava cinco. As restantes eu levaria”, diz o empresário.

 

torres homem:

o pecuarista, já falecido, doou duas novilhas a Joãozito

Hoje, Joãozito e Barcellos são grandes amigos. O mineiro foi um dos que ganharam alguns animais, inclusive canindé. “Ainda tenho algumas cabras que ganhei de presente”, diz Barcellos. Ter um exemplar de Joãozito no pasto é como um troféu para qualquer pecuarista que se preze. Felipe Picciani, presidente da Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ABCN), diz não encontrar adjetivos para definir o nelore criado nas fazendas de Joãozito. “É como se estivéssemos importando o gado diretamente da Índia”, afirma Picciani. “Seu preço de mercado também seguiria estes padrões.

Embora sejam animais de campo, são avaliados como animais de elite.” O preço dos nelores de Joãozito não segue o mercado de leilões, que projetam vacas milionárias para o mercado, mas um nelore trindade pode chegar a custar entre R$ 200 mil e R$ 500 mil. Ou de graça caso Joãozito acredite que o interessado seja merecedor.

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